O jornalista Jorge Antonio Barros, titular do blog Repórter de Crime, lançou no último domingo, dia 21, o que decidiu chamar de TV Repórter de Crime, "que inicialmente terá mini-entrevistas, reportagens e pequenos documentários que nos ajudem a entender um pouco mais do cotidiano da segurança pública e da criminalidade".
Cada post é finalizado por:
Imagens: Jorge Antonio Barros/ TV Repórter de Crime/ Todos os direitos reservados.
A estréia da produção de vídeos no blog com o fundador e diretor do Disque-Denúncia (2253-1177), Zeca Borges, mostra uso interessante de uma narrativa audiovisual fragmentada em curtos vídeos, em que o jornalista assume plenamente o caráter informal, espontâneo e caseiro da produção. A inserção de pequenos blocos de texto amarrando os vídeos é bom recurso e faz as vezes de legenda. Pena é explicar a metáfora.
No embalo da estréia, Jorge Antonio postou no mesmo dia dois vídeos sobre a terceira motociata contra a impunidade, organizada pela ONG Gabriela Sou da Paz e o grupo Moto Sapiens. Foi o primeiro evento sem a presença da criadora do movimento, Cleyde Prado Maia. No primeiro vídeo, o jornalista entrevista, na rua, o vice-presidente da ONG, Carlos Santiago. No segundo, ele registrou a chegada dos motoqueiros na praça Saens Pena e, ao veicular os ruídos e manobras daqueles motoqueiros, conseguiu levar o internauta para aquela rua chuvosa na Tijuca, palco do protesto. Melhor do que escrever no blog quantas centenas de motoqueiros estavam presentes, depois de procurar descobrir a estimativa feita pela Polícia Militar.
Ainda que o projeto tenha sido batizado com o nome de TV, ele parece nascer identificado com uma linguagem da internet. Ágil, informal, subjetivo (repare nas perguntas ao final do take 3 da entrevista com Zeca Borges). Nenhuma voz em off ou repórter representando a voz enunciadora superior, típica no telejornalismo.
Vale acompanhar.
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Um comentário:
Prezada blogueira,
Gostaria de agfadecer imensamente a paciência que teve para analisar e criticar meu trabalho, com grande generosidade. De fato, eu reconhçeo que escorreguei ao tentar explicar a metáfora, que nada mais foi do que uma "viagem" pessoal diante daquela porta enorme e fechada. Fiquei superfeliz com a percepção que teve de que assumi o amadorismo do novo serviço oferecido aos leitores do Repórter de Crime.
atenciosamente
Jorge Antonio Barros
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