Pedindo a criminalização da homofobia, a 13ª Parada do Orgulho Gay tomou a Avenida Atlântica em um domingo que teve ainda a Meia Maratona, a procissão de Nossa Senhora Aparecida e a comemoração do Dia das Crianças. A diversidade de eventos teve lugar em Copacabana, onde a Parada, embora incorporada ao calendário anual, ainda é vista como "curiosidade" por alguns moradores. Essa e outras impressões fazem parte do vídeo abaixo, que, informalmente, procurou registrar um pouco do que sentem aqueles diretamente envolvidos com o evento e as pessoas que se pretendem espectadores da Parada.
Frases como "A gente é normal, não é deficiente", "Ninguém aqui é mutante" e "Muitos vêem como um carnaval superficial, mas o fundamental é a conquista de espaço político" dividiram a orla de Copacabana com declarações de outra ordem neste domingo: "Não consigo entender a razão de existir uma parada gay", "Não estou inteirado desse negócio. Acho engraçado" e "Vejo um certo excesso por parte desse público, parece que é o fim do mundo".
Durante o desfile dos vinte trios elétricos, em meio à música eletrônica, Madonna e Amy Winehouse, o Grupo Arco-Íris pediu votos pela aprovação do Projeto de Lei 122/06, que tramita no Senado, e propõe a criminalização da homofobia. Os organizadores da Parada estimam que o público deste ano tenha batido o recorde de 1,2 milhão de pessoas reunidas na edição de 2007. Entre elas, estavam, mais uma vez, o governador Sérgio Cabral e o ministro Carlos Minc.
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